Posts TaggedONU

Conselho da ONU aprova plano de metas do Brasil

FOLHA DE S. PAULO

Conselho da ONU aprova plano de metas do Brasil

O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou ontem uma resolução do Brasil que estabelece dez metas voluntárias para redução de fome e pobreza e fim da discriminação e violência

Uma das metas prevê ensino de direitos humanos em todas as instituições educacionais do país e programas para capacitar agentes de defesa do tema.
“A aprovação é decisiva para consolidar o novo Conselho de direitos humanos da ONU porque convida os países a construírem políticas concretas”, disse o ministro
Paulo Vannuchi (direitos humanos). O texto serve de referência para que se inclua a questão dos direitos humanos na agenda dos países.

ESTADÃO

Brasil pede e ONU aprova metas para direitos humanos

JAMIL CHADE

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na Organização das Nações Unidas (ONU) da criação de metas de direitos humanos. Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis que garantam que direitos humanos serão promovidos. Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e garantir acesso à água em suas metas do Milênio, que deverão ser cumpridas até 2015, mas a questão de direitos humanos ficou de fora.

Pelo acordo, aprovado no Conselho de Direitos Humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas de promoção desses direitos. Outro objetivo será o da eliminação de discriminações e o fortalecimento da luta contra fome e pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias, mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso. Cuba, China e outros países não democráticos rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Cuba nega há anos que relatores visitem o país.

Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento. Cuba afirmou que essa recusa era “decepcionante”. Na ONU, o Brasil tem sido criticado por suas políticas de combate à violência, pela tortura, assassinatos sumários e condições das prisões. Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo “urgente” para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpre 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas.

AGÊNCIA ESTADO

Brasil pede e ONU aprova metas para direitos humanos

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na Organização das Nações Unidas (ONU) da criação de metas de direitos humanos. Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis que garantam que direitos humanos serão promovidos. Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e garantir acesso à água em suas metas do Milênio, que deverão ser cumpridas até 2015, mas a questão de direitos humanos ficou de fora.

Pelo acordo, aprovado no Conselho de Direitos Humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas de promoção desses direitos. Outro objetivo será o da eliminação de discriminações e o fortalecimento da luta contra fome e pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias, mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso. Cuba, China e outros países não democráticos rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Cuba nega há anos que relatores visitem o país.

Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento. Cuba afirmou que essa recusa era “decepcionante”. Na ONU, o Brasil tem sido criticado por suas políticas de combate à violência, pela tortura, assassinatos sumários e condições das prisões.

Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo “urgente” para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpre 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas.

A TARDE ONLINE

Brasil pede e ONU aprova metas para direitos humanos

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na Organização das Nações Unidas (ONU) da criação de metas de direitos humanos. Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis que garantam que direitos humanos serão promovidos. Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e garantir acesso à água em suas metas do Milênio, que deverão ser cumpridas até 2015, mas a questão de direitos humanos ficou de fora.

Pelo acordo, aprovado no Conselho de Direitos Humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas de promoção desses direitos. Outro objetivo será o da eliminação de discriminações e o fortalecimento da luta contra fome e pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias, mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso. Cuba, China e outros países não democráticos rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Cuba nega há anos que relatores visitem o país.

Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento. Cuba afirmou que essa recusa era “decepcionante”. Na ONU, o Brasil tem sido criticado por suas políticas de combate à violência, pela tortura, assassinatos sumários e condições das prisões. Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo “urgente” para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos cumpre 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas

JORNAL DE BRASÍLIA

Promoção dos direitos humanos

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na ONU para a criação de compromissos com direitos humanos nas metas do milênio da entidade, as quais deverão ser cumpridas até 2015

Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis que garantam a sua promoção. Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e acesso à água em suas metas do Milênio. Mas a questão de direitos humanos ficou de fora. Pelo acordo, aprovado no Conselho de direitos humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas para a promoção desses direitos. Outro objetivo será o de eliminar discriminações e fortalecer a luta contra a fome e a pobreza.

Oficialmente, as metas são voluntárias. Mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso. Cuba China rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento. Na ONU, o Brasil tem sido criticado de forma dura por suas políticas de combate à violência, por práticas de tortura, assassinatos sumários e condições das prisões. Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo “urgente” para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos direitos humanos completa 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas. No discurso de abertura da 63ª Assembléia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que é preciso avançar nas Metas do Milênio. Ele lembrou que em dezembro serão comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos direitos humanos, que não pode ser objeto de uma homenagem protocolar. “Somos chamados a l ar para que os valores proclamados há seis décadas se transformem em realidade em cada país e em todo o mundo.”

HOJE EM DIA
Brasil inclui direitos humanos em metas do milênio da ONU

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na ONU para a criação de compromissos com direitos humanos nas metas do milênio da entidade, as quais deverão ser cumpridas até 2015.

Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis que garantam a promoção dos direitos humanos. Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e acesso à água em suas metas do Milênio. Mas a questão de direitos humanos ficou de fora.
Pelo acordo, aprovado no Conselho de direitos humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas para a promoção desses direitos. Outro objetivo será o de eliminar discriminações e fortalecer a luta contra a fome e a pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias. Mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso.
Cuba e China rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento.


Na ONU, o Brasil tem sido criticado de forma dura por suas políticas de combate à violência, por práticas de
tortura, assassinatos sumários e condições das prisões. Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo urgente para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos direitos humanos completa 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas.

JORNAL DO COMMÉRCIO – PE
ONU aprova metas para direitos humanos até 2015

Medida atende o governo brasileiro que, há dois anos, vinha negociando na entidade a criação de compromissos dos países para eliminar discriminações e fortalecer luta contra a fome e a pobreza

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na ONU para a criação de compromissos com direitos humanos nas metas do milênio da entidade, as quais deverão ser cumpridas até 2015. Com a nova decisão, o Itamaraty quer garantir que todos os tratados referentes ao assunto sejam ratificados pelos governos.


Pelo acordo, aprovado no Conselho de direitos humanos da ONU, os países se comprometem a estabelecer instituições e a elaborar programas específicos. Outro objetivo será o de eliminar discriminações e fortalecer a luta contra a fome e a pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias, mas o governo acredita que haverá um grande número de interessados, já que a proposta foi aprovada por consenso.

Cuba e China rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos. Já os países ricos rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento.

Na ONU, o Brasil tem sido criticado de forma dura por suas políticas de combate à violência, por práticas de tortura, assassinatos sumários e condições das prisões. Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo “urgente” para a comunidade internacional.

Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos direitos humanos completa 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas.

O POVO
Brasil inclui direitos humanos em Metas do Milênio da ONU

A ONU tomou medidas para reduzir pobreza, fome e acesso à água em suas Metas do Milênio. Mas a questão de direitos humanos havia ficado de fora. Cuba e China rejeitaram a idéia de garantir o acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos

Jamil Chade da Agência Estado

Depois de dois anos de negociações, o Brasil conseguiu a aprovação na Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de compromissos com direitos humanos nas Metas do Milênio da entidade, as quais deverão ser cumpridas até 2015. Com a nova decisão, o Ministério das Relações Exteriores quer garantir que todos os tratados de direitos humanos sejam ratificados pelos governos e que os países se comprometam a adotar leis garantindo a promoção dos direitos humanos.

Na avaliação do Itamaraty, a ONU havia tomado uma série de medidas para reduzir pobreza, fome e acesso à água em suas Metas do Milênio. Mas a questão de direitos humanos ficou de fora. Pelo acordo, aprovado no Conselho de direitos humanos da ONU, em Genebra, os países comprometem-se a estabelecer instituições de direitos humanos e a elaborar programas para a promoção dessas garantias.

Outro objetivo será o de eliminar discriminações e fortalecer a luta contra a fome e a pobreza. Oficialmente, as metas são voluntárias. Mas pode haver grande número de interessados. Cuba e China rejeitaram a idéia de garantir que todos os relatores da ONU tenham acesso aos países para analisar violações aos direitos humanos.

Já as nações ricas rejeitaram a tentativa de que fossem criadas metas também na área social, como o direito ao desenvolvimento. Na ONU, o Brasil tem sido criticado de forma dura por suas políticas de combate à violência, por práticas de tortura, assassinatos sumários e condições das prisões.

Para o diplomata brasileiro Alexandre Parola, a adoção dessas metas é algo urgente para a comunidade internacional. Em dezembro deste ano, a Declaração Universal dos direitos humanos completa 60 anos. O Brasil quer aproveitar a ocasião para também lançar as metas

Add comment Setembro 26, 2008

Para ONU, polícia no Brasil mata quem ela quiser

FOLHA DE S. PAULO


Brasil tolera violência policial, diz ONU

Relatório divulgado ontem aponta que, no país, os policiais estão por trás de “uma significativa proporção dos homicídios”
Para o relator, há pouco alarme em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime

MARCELO NINIO
 

Relatório da ONU divulgado ontem ataca as políticas de segurança do Brasil e chama a atenção para a violência policial e “as execuções extrajudiciais” no país, que, diz o estudo, tem um dos índices de homicídios mais altos do mundo.


O relator Philip Alston, autor do documento, inspecionou o Brasil por dez dias em novembro de 2007, quando esteve com autoridades e ativistas e visitou favelas e presídios. Sua conclusão é a de que a violência policial é tolerada pelos governantes e por boa parte da população. Sua principal crítica é em relação às mortes de pessoas já rendidas por policiais. “O assassinato não é uma técnica aceitável nem eficaz de controle do crime”, condena Alston.


De acordo com ele, “as execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do Brasil”. Os policiais estão por trás de “uma significativa proporção dos homicídios”, diz o relatório. “Policiais da ativa recorrem rotineiramente à força letal, e um grande número de policiais de folga faz parte de esquadrões da morte e outras formas de crime organizado.”


Alston aponta ainda que o Brasil não evoluiu desde o último relatório, de 2004. Naquela época, segundo o relatório, o índice de homicídios estava “entre 45 e 50 mil por ano”, como atualmente [dados do governo federal, divulgados em janeiro deste ano, indicam que o total de homicídios no país caiu 5,11% em 2004, 1,65% em 2005 e 1,93% em 2006, sempre em relação ao ano anterior].


Também afirma, a exemplo do estudo anterior, que hoje grande parte dos assassinatos é cometida por policiais. “No Rio de Janeiro, a polícia mata três pessoas por dia”, diz Alston. “Eles são responsáveis por um em cada cinco assassinatos.”


Para o relator, há pouco alarme público em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime. O principal motivo para que muitos policiais se envolvam em milícias ou esquadrões da morte é o baixo salário, conclui o relatório.

Aumento para policiais


O aumento nos vencimentos dos policiais é apenas uma das dezenas de recomendações que o relatório tem para o Brasil. Outra é evitar operações “mega”, que geralmente resultam em enorme prejuízo para moradores inocentes.
Segundo o relatório, que usa dados do governo federal e dos Estados, em uma dessas operações, a invasão do complexo do Alemão, no Rio, em 27 de junho de 2007, “ilustra como tal abordagem pode ser uma tentação na teoria, mas na prática causa assassinatos e acaba sendo uma autoderrota”.


Para comprovar a tese, Alston lembra que 19 pessoas foram mortas, mas a polícia apreendeu duas metralhadoras, seis pistolas, três fuzis, uma submetralhadora, 2.000 cartuchos e 300 quilos de drogas.


O relatório será apresentado na ONU nos próximos dias, quando o Brasil poderá rebater as críticas. Uma delas é em relação à lentidão da Justiça e a baixa incidência de condenações.


No Rio e em São Paulo, só 10% dos homicídios chegam à Justiça. Em Pernambuco a taxa é de 3%. Dos 10% que são julgados em São Paulo, calcula-se que metade seja condenada. “Esses números são ainda menores nos casos em que há o envolvimento de policiais”, diz.


Um dos focos do estudo é a ação das milícias no Rio de Janeiro. Segundo Alston, 92 das cerca de 500 favelas do Rio estão em poder delas. “As milícias são formadas por grupos de policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e indivíduos que tentam “tomar” áreas geográficas e fazem um “policiamento” paraestatal, explica.


Alston recomenda reformas nas polícias Civil e Militar, Corregedoria de polícia, medicina legal, ouvidorias, promotores públicos, Judiciário e administração carcerária.”O escopo das reformas necessárias é assustador”, admite, “mas a reforma é possível e necessária”, reforça o relator das Nações Unidas.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

Relator critica operações da polícia no Rio e elogia São Paulo

ANDREA MURTA 

As megaoperações da polícia no Rio “só servem para relações públicas”, diz Philip Alston, autor do relatório da ONU. Para o advogado, professor visitante da Universidade de Harvard, enquanto a situação piora no Rio, há em São Paulo um esforço para se controlar a polícia.

 

FOLHA – Como evoluiu a violência no país nos últimos anos? 
PHILIP ALSTON 
- A situação em São Paulo está melhorando. As estatísticas mostram isso. Muitos grupos afirmam que a cifra de 70% de diminuição de homicídios [dados do governo] é um exagero, mas mesmo esses concordam que em geral houve uma melhora. Não é só uma diferença de método de aferição. É resultado de um esforço do governo para controlar melhor a polícia e ter estratégias mais eficientes. Há mais ênfase em programas sociais e serviços e melhor treinamento policial. Já o Rio está piorando. Lá não parece haver nenhum controle sobre a polícia e a ênfase é sempre em megaoperações, que são só marketing eleitoral. A operação no complexo do Alemão, que matou 19 pessoas

[em junho de 2007], (…) foi só relações públicas.

 

FOLHA – O problema da violência do Rio tem solução? 
ALSTON 
- Sim, e são simples. Não acho que o governo tentou usar as técnicas

policiais que até São Paulo já desenvolveu. Os confrontos não ajudam em nada. Uma megaoperação em que a polícia sai do morro um dia depois é uma piada. Os traficantes voltam. Qualquer ação policial tem que ser coordenada com uma estratégia governamental mais ampla para conquistar o apoio da população.

 

FOLHA – O sr. fez alguns comentários positivos sobre o caveirão… 
ALSTON 
- Há circunstâncias em que não há alternativa ao caveirão. Só que a polícia abusou tanto e ele se tornou um símbolo tão grande de ódio que seu uso deve ser minimizado.

 

FOLHA – O relatório diz que policiais classificam mortes sem chance de defesa como “resistência seguida de morte” para escapar da punição. Isso é generalizado? 
ALSTON 
- Sim, e é errado. Quando a polícia mata alguém, deveria haver a presunção de que a morte foi injustificada, cabendo ao governo justificá-la. O sistema consiste em classificar qualquer morte cometida pela polícia como fruto de resistência e não investiga. Então a polícia pode matar quem quiser.

 

FOLHA – Como o sr. vê a atuação da polícia após os ataques do PCC? 
ALSTON 
- Nessas situações, a polícia se vê pressionada a mostrar que pode reagir, e a forma que encontraram para isso foi sair e matar um monte de gente. A polícia não tinha o controle da cidade, e matar pessoas ajuda a esconder isso. É preciso uma estratégia de longo prazo para diminuir o poder das gangues, o que inclui uma forte atuação contra elas nas prisões.

 

FOLHA – A hierarquia da polícia brasileira atrapalha? 
ALSTON 
- O sistema brasileiro está ultrapassado. Um dos problemas é a idéia de uma Polícia Militar. Vai contra concepções modernas, que pregam a necessidade de um vasto complexo de estratégias de segurança. Há também corrupção e envolvimento em milícias por parte de PMs. E não há punição.

 

FOLHA – O que mudar? 
ALSTON 
- Acabar com a classificação de “resistência seguida de morte”. Dar salários mais altos para policiais e carcereiros. Investigar e punir policiais que matam e se unem a milícias. Retomar o controle das prisões e reduzir a superlotação.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

Rio critica “viés ideológico’; União prevê melhora

outro lado

 

 

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro afirmou, por meio de nota oficial, que “as opiniões do representante da ONU estão fora do contexto, carregadas em forte viés ideológico e desfocadas da realidade”. O texto destaca ainda que, “por causa da política de segurança”, o número de homicídios dolosos caiu no primeiro semestre de 2008 para o seu menor nível em 17 anos.


“Desde que assumiu a pasta, o secretário de Segurança [José Mariano Beltrame] vem perseguindo uma série de metas para mudar o quadro do Rio. Vale lembrar que, na origem, boa parte dos problemas não está relacionada com polícias, mas sim com as desigualdades sociais e com as questões históricas do país”, diz a nota.
“A secretaria sabe que as polícias têm muito o que melhorar e boa parte dos investimentos estão direcionados a dar melhores condições de treinamento e de trabalho ao policial”, acrescenta.


O governador Sérgio Cabral (PMDB) não quis comentar o relatório divulgado ontem. No ano passado, ele se recusou a receber Philip Alston, que ganhou do chefe do policiamento da capital, coronel Marcus Jardim, uma miniatura de um caveirão.

Governo federal


Já o governo federal usou o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) para alegar que as 94 ações previstas no programa atendem às recomendações feitas pela ONU.


Também por meio de nota oficial, o Ministério da Justiça afirmou que o Pronasci “propõe a valorização dos profissionais de segurança pública com projetos como Bolsa Formação (no valor de R$ 400) e plano habitacional com juros mais facilitados”.


“Em territórios de descoesão social e onde não há a presença do Estado, o Pronasci vai atuar com uma polícia, fora dos carros policiais, mas próxima da comunidade e com a instituição de projetos sociais voltados a jovens”, diz a nota.
Uma das bandeiras do ministro Tarso Genro (Justiça), o Pronasci, segundo informe do órgão, é um programa onde há o “fortalecimento das corregedorias e ouvidorias.”


Sobre o Rio em particular, o governo diz que dedica ao Estado “atenção especial” e cita a formação de comitê para tratar de segurança pública, no qual também faz parte o governo do Estado.


Secretaria Especial de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, não comentou o relatório.

São Paulo
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, rebateu, em nota, às críticas à falta de investigação de casos de homicídios cometidos por policiais: “No Estado, para cada homicídio é instaurado um inquérito policial”.
“Na cidade de São Paulo, por exemplo, dos 1.538 homicídios dolosos registrados em 2007, 732 foram crimes de autoria conhecida -inclusive os praticados por policiais. Todos foram encaminhados à Justiça com identificação do autor”.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO

Rio tem o menor índice de homicídios desde 1991

Já as mortes de civis em confronto com a polícia aumentaram 9% no 1º semestre


Os homicídios intencionais (dolosos) caíram 8,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2007

RAPHAEL GOMIDE
 


O Rio de Janeiro registrou o menor número de homicídios desde 1991. No primeiro semestre deste ano, houve queda de 8,8% nos homicídios dolosos (intencionais) em comparação com o mesmo período de 2007.


Enquanto nos primeiros seis meses de 2007 foram contabilizados 3.135 homicídios dolosos, no primeiro semestre deste ano foram anotados 2.859. Os latrocínios (roubo seguido de morte) somam 89 e 107, respectivamente.


No mesmo período, as mortes provocadas pela polícia bateram recorde. No ano passado, foram 694 autos de resistência (mortes de civis em confrontos com agentes de segurança) contra 757 em 2008. Ou seja, a polícia matou 9% a mais do que no primeiro semestre de 2007 -apesar da queda de 3% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior.


O número de mortos pela polícia representa 20,3% dos casos em todo o Estado (entre homicídios, latrocínios e autos de resistência). Em 2007, a polícia foi responsável por 17,7% do total de mortes no Rio.


De acordo com a Secretaria de Segurança, há uma “preocupação especial” com homicídios e “há orientação para que a Polícia Civil investigue e prenda homicidas conhecidos”.


Segundo o órgão, a prisão de procurados por homicídio tem aumentado, embora não haja um levantamento oficial. Para a secretaria, não é possível ligar o aumento dos autos de resistência à queda dos homicídios.


Para o sociólogo Ignácio Cano, professor da Uerj, a redução de homicídios é “surpreendente”. Ele descarta a hipótese de que os autos de resistência possam estar levando à redução dos homicídios.

 

1 comment Setembro 16, 2008


Tags

Amazônia anistia BNDES CDDPH CIMI CNJ Defensores Desmatamento Direitos Humanos Dorothy FUNAI homicídios IBAMA Impunidade INCRA MDA Meio Ambiente Movimentos Sociais MS MST OAB ONU Ouvidoria Paraná Pará penas alternativas Pernambuco polícia quilombolas Reforma Agrária RS Rôndonia SEDH segurança sistema penitenciário STF tortura trabalho escravo Índios índigenas

Blogroll

Arquivos