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	<title>Defensores dos Direitos Humanos</title>
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	<description>Informações sobre o trabalho de Defensores dos Direitos Humanos no Brasil.</description>
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		<title>Defensores dos Direitos Humanos</title>
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		<title>CPI abre sigilo de aliados do MST</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 17:49:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[MST]]></category>

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		<description><![CDATA[O ESTADO DE S. PAULO – NACIONAL


R$ 50 mi teriam sido usados para &#8220;atividades ilícitas&#8221;
 
 
O Movimento dos Sem-Terra (MST) entrou na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) que investiga as organizações não-governamentais (ONGs). Em sua primeira reunião este ano, a CPI aprovou ontem a quebra do sigilo bancário e fiscal de quatro entidades não-governamentais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=188&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">O ESTADO DE S. PAULO – NACIONAL</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">R$ 50 mi teriam sido usados para &#8220;atividades ilícitas&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;"> </span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O Movimento dos Sem-Terra (MST) entrou na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) que investiga as organizações não-governamentais (ONGs). Em sua primeira reunião este ano, a CPI aprovou ontem a quebra do sigilo bancário e fiscal de quatro entidades não-governamentais ligadas ao MST que, juntas, receberam quase R$ 50 milhões dos cofres públicos nos últimos sete anos, de acordo com o site Contas Abertas. A CPI suspeita que esses recursos foram usados para &#8220;atividades ilícitas&#8221; do MST. Também foi aprovada a quebra do sigilo telefônico das quatro ONGs.<br />
</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#000080;">A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) foi a ONG que mais recursos recebeu entre 2003 e 2009: R$ 22,3 milhões, segundo o Contas Abertas. Em seguida, vem a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil, que obteve R$ 14,8 milhões. Já o Centro de Formação e Pesquisa Contestado ganhou R$ 5,8 milhões dos cofres públicos, enquanto o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo recebeu R$ 4,4 milhões. Integrantes da CPI suspeitam que os recursos repassados às ONGs &#8220;foram aplicados de maneira diversa de sua destinação legal, tendo sido utilizados para financiar atividades ilícitas do MST&#8221;.<br />
</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Os requerimentos são de autoria do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que também preside a CPI. Neles, o senador argumentou que, &#8220;aos 25 anos, o MST nunca existiu juridicamente, não tem inscrição no CNPJ, não pode fazer convênios com a União, nem receber verbas diretamente, em virtude de participar de invasões de terras e prédios&#8221;. Nos requerimentos para quebra de sigilo, Heráclito disse que &#8220;há indícios de que o movimento vem utilizando o artifício de criar novas entidades laranjas para continuar recebendo recursos, como forma de substituir aquelas inadimplentes em função de irregularidades cometidas no uso dos recursos, inclusive constatadas pela CPI da Terra.</span></p>
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		<title>Notícias sobre o caso Dorothy Stang</title>
		<link>http://defensoresdh.wordpress.com/2009/04/08/noticias-sobre-o-caso-dorothy-stang/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 17:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores]]></category>
		<category><![CDATA[Dorothy]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>

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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo &#8211; Brasil
Tribunal de Justiça anula julgamento do caso Dorothy
Justiça anula absolvição de fazendeiro do caso Dorothy
Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, é acusado de ser mandante do crime contra a freira
Tribunal de Justiça do Pará manda prender Bida até que novo julgamento seja feito; defesa diz que pedirá habeas corpus e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=185&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Folha de São Paulo &#8211; Brasil</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Tribunal de Justiça anula julgamento do caso Dorothy</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p></span><em><span style="color:#000080;">Justiça anula absolvição de fazendeiro do caso Dorothy</span></em><span style="color:#000080;"></p>
<p>Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, é acusado de ser mandante do crime contra a freira</p>
<p>Tribunal de Justiça do Pará manda prender Bida até que novo julgamento seja feito; defesa diz que pedirá habeas corpus e que vai recorrer</p>
<p>O Tribunal de Justiça do Pará anulou ontem a decisão do júri que, há quase um ano, absolveu o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, da acusação de ser um dos mandantes do assassinato, em 2005, da missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang.</p>
<p>Os desembargadores também mandaram prender imediatamente o fazendeiro até que um novo julgamento seja realizado. Até o final desta edição, a prisão não havia ocorrido, segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública.</p>
<p>O acórdão do tribunal acatou um recurso do Ministério Público do Pará, segundo o qual a conclusão dos jurados, em maio do ano passado, foi contrária aos depoimentos dados por envolvidos no assassinato, que incriminaram Bida.<br />
Um desses testemunhos aconteceu em maio de 2007, quando Amair Feijoli da Cunha, o Tato, que já foi condenado a 17 anos de prisão por ter intermediado o contato com os pistoleiros que mataram a missionária, disse que foi Bida quem encomendou a morte, pela qual teria pago R$ 50 mil. Tato fez essa declaração sob o regime de delação premiada.</p>
<p>O que reforçou a importância das provas testemunhais foi o fato de o tribunal considerar sem validade um vídeo apresentado ao júri que absolveu Bida, em 2008, no qual o mesmo Tato afirma que o fazendeiro é inocente. Segundo o promotor Edson de Souza, responsável pela acusação, essa foi a principal prova da defesa.</p>
<p>O tribunal acatou o argumento de Souza, para quem a gravação foi anexada aos autos do processo de maneira irregular, sem que o promotor nem o juiz que conduziu o júri tivessem conhecimento dessa evidência, o que os impediu de contestá-la.</p>
<p>O promotor também disse que houve &#8220;negociação&#8221; financeira para que Tato voltasse atrás em seu depoimento.</p>
<p>O advogado de Bida, Eduardo Imbiriba, negou isso. Também afirmou que a gravação foi anexada dentro dos prazos legais e que ela não é a principal prova da inocência de seu cliente.</p>
<p>Imbiriba disse que entrará com um pedido de habeas corpus na próxima semana e que contestará a decisão dos desembargadores por meio de recursos em instâncias superiores.</p>
<p>Rayfran das Neves, que assumiu ter atirado em Dorothy e foi condenado a 28 anos de prisão no mesmo júri que absolveu Bida, também teve sua sentença suspensa pela decisão de ontem do TJ-PA. Isso porque sua pena não levou em conta o agravante de ele ter recebido dinheiro para cometer o assassinato, resultado direto dos jurados terem considerado que não houve mandante para o crime contra a missionária.</p>
<p>Ele deve continuar preso até um novo júri ser marcado.</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Histórico</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>Dorothy foi morta com seis tiros em fevereiro de 2005, em uma estrada de terra de Anapu (750 km de Belém). Tinha 73 anos. Ela era defensora dos pequenos produtores rurais e havia feito denúncias contra fazendeiros da região por grilagem de terras e desmatamento ilegal, razão pela qual era constantemente ameaçada.<br />
Sua morte provocou comoção internacional e é apontada como um dos marcos do conflito agrário brasileiro. No ano passado, um filme sobre o assassinato -&#8221;Mataram a Irmã Dorothy&#8221;, do americano Daniel Junge- chegou a ser pré-selecionado para o Oscar de melhor documentário deste ano, mas acabou não sendo indicado.</p>
<p>Todos os denunciados pela morte já foram a julgamento, exceto o outro suposto mandante, Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, preso no ano passado sob a suspeita de voltar a grilar terras na região, mas que hoje está em liberdade. Seu julgamento deve acontecer até o final de junho, segundo o TJ.</p>
<p>Para José Batista, advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra), entidade da qual a religiosa fazia parte, a decisão de ontem é um &#8220;passo importante&#8221; para acabar com a impunidade. No entanto, ele evitou comemorá-la, dada a possibilidade de a decisão ser reformada.</p>
<p>FOLHA DE S. PAULO &#8211; BRASIL</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Defesa diz não haver motivo para prisão<br />
</span></strong><span style="color:#000080;"><br />
outro lado</p>
<p>Eduardo Imbiriba, advogado de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, disse que seu cliente é inocente e que entrará com recursos para reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Pará, que anulou o júri do ano passado, no qual o fazendeiro foi inocentado da acusação de mandar matar Dorothy Stang.</p>
<p>Segundo Imbiriba, os recursos devem ser protocolados no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.</p>
<p>Em relação ao mandado de prisão expedido pelos desembargadores, afirmou que na segunda-feira vai entrar com um pedido de habeas corpus no STJ para que Bida seja solto.</p>
<p>Ele disse que já esperava que o TJ reformasse a decisão do júri de 2008 devido a &#8220;pressões políticas&#8221;, &#8220;internacionais&#8221; e de movimentos sociais. Mas afirmou ter ficado surpreso com a ordem de prisão.</p>
<p>Segundo o advogado, Bida continua sendo inocente até prova em contrário e não há motivo para que volte a ser preso, como esteve de maio de 2007 até maio do ano passado. Por isso, disse, Bida deve ser solto rapidamente.</p>
<p>Em relação ao vídeo, afirmou que ele foi anexado aos autos dentro dos prazos legais e que não foi o principal motivo da absolvição do fazendeiro.</p>
<p>Para Imbiriba, o que levou o júri a considerar o fazendeiro inocente foi a demonstração de que ele não tinha nenhum interesse na morte de Stang.<br />
O advogado disse que Bida está em sua casa, em Altamira (PA), e que não resistirá à prisão nem fugirá. &#8220;Até porque isso prejudicaria nossos recursos.&#8221;</p>
<p>O ESTADO DE S. PAULO – NACIONAL</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Tribunal anula julgamento do caso Dorothy e manda prender fazendeiro</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p></span><strong><em><span style="color:#000080;">Acusado de ser o mandante do crime, Bida, que havia sido absolvido em 2008, será julgado de novo</span></em></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>Justiça do Pará anulou ontem o segundo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, e também decretou a sua prisão. O Tribunal de Justiça determinou ainda que seja realizado um novo julgamento do pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, acusado de matar a freira com seis tiros. O novo júri dos dois acusados deve acontecer no segundo semestre.</p>
<p>Esta é a segunda reviravolta no julgamento dos envolvidos no assassinato da americana. Em 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão, mas acabou beneficiado pela lei &#8211; revogada no ano passado &#8211; que mandava a novo júri réus condenados a penas que ultrapassassem 20 anos. No segundo julgamento, no ano passado, o fazendeiro foi absolvido por 5 votos a 2.</p>
<p>A defesa, nesse segundo julgamento, apresentou um novo depoimento, gravado em vídeo, de Amair da Cunha, o Tato &#8211; fazendeiro acusado de ter intermediado o contato entre Fogoió e Bida. Da prisão, onde cumpre pena de 18 anos, Tato disse que seu colega fazendeiro não tinha nada a ver com o assassinato.</p>
<p>O promotor Edson Cardoso reagiu, afirmando que o vídeo era uma prova inédita, à qual não tivera acesso e por isso não deveria ser aceita no julgamento. Mas não adiantou: o júri absolveu o fazendeiro.</p>
<p>&#8220;A apresentação da prova feriu o princípio constitucional do contraditório&#8221;, disse Cardoso. &#8220;O pior é que esse depoimento foi decisivo para que os sete jurados absolvessem o Bida.&#8221;</p>
<p>A promotoria recorreu ao TJ do Pará e teve sucesso. Os desembargadores Milton Nobre, revisor do processo, Vânia Silveira, relatora, e Brígida Gonçalves anularam o júri e determinaram a prisão de Bida. O seu defensor, Eduardo Imbiriba, vai recorrer da decisão.</p>
<p>Fogoió está preso numa penitenciária de segurança máxima nos arredores de Belém. Ele foi condenado a 28 anos de prisão, no primeiro dos julgamentos envolvendo o assassinato da religiosa. Irá novamente a júri porque, segundo os desembargadores, naquela ocasião os jurados não levaram em conta a promessa de recompensa &#8211; de R$ 50 mil &#8211; pela morte da freira.</p>
<p>A promessa, de acordo com a acusação, foi feita pelos fazendeiros Bida e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão. Este último até hoje aguarda julgamento. O quarto envolvido no crime, Clodoaldo Batista, que acompanhava Fogoió e presenciou o assassinato, cumpre pena de 17 anos.</p>
<p>A desembargadora Vânia Silveira disse, ao justificar seu voto, que a materialidade e a autoria do crime foram comprovadas. Segundo sua argumentação, existem provas de que tanto Bida como Sales &#8220;foram os responsáveis pelo homicídio qualificado praticado contra a vítima, a missionária Dorothy Stang, um na qualidade de executor (Sales) e o outro na qualidade de mandante (Bida).&#8221;</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">CRONOLOGIA</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>12/2/2005 &#8211; A religiosa Dorothy Stang é assassinada a tiros, em Anapu, no Pará</p>
<p>11/12/2005 &#8211; Rayfran Sales, o Fogoió, que seria autor dos disparos, é condenado a 27 anos de prisão</p>
<p>16/5/2007 &#8211; O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, apontado como mandante do crime, é condenado a 30 anos</p>
<p>22/10/2007 &#8211; Fogoió é submetido a novo julgamento e o tribunal do júri confirma a pena de 30 anos</p>
<p>18/12/2007 &#8211; TJ do Pará anula segundo julgamento de Fogoió</p>
<p>6/5/2008 &#8211; Bida vai a novo julgamento e é absolvido pelo júri</p>
<p>7/4/2009 &#8211; Justiça anula absolvição de Bida e determina novos julgamentos para ele e Fogoió</p>
<p>O ESTADO DE S. PAULO – NACIONAL</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">&#8221;O circo foi desmontado&#8221;</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>Roldão Arruda</p>
<p>O anúncio da decisão do Tribunal de Justiça do Pará, que anulou a sentença do pistoleiro Rayfran Neves Sales, o Fogoió, e a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi comemorada por organizações de defesa dos direitos humanos. Na opinião de Mary Cohen, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, no Pará, a resolução &#8220;restabelece a credibilidade do Poder Judiciário no Estado&#8221;.</p>
<p>Segundo a advogada, a absolvição do fazendeiro Bida, após ter sido condenado a 30 anos, provocou indignação no Brasil e no exterior. &#8220;O que vimos ali foi uma farsa, um circo, denunciado desde o início pelo Ministério Público e pelos advogados que atuavam na acusação. Agora o circo foi desmontado e se restabeleceu o devido processo legal.&#8221;</p>
<p>Em relação às dificuldades para se chegar a uma conclusão definitiva no julgamento, a advogada observou que estão ligadas a dois fatores. O primeiro era a lei que determinava um segundo julgamento para réus com sentenças acima de 20 anos. &#8220;Era uma excrescência jurídica herdada do século 19, que já foi derrubada.&#8221;</p>
<p>A segunda dificuldade está relacionada ao tribunal do júri &#8211; que, no caso em debate, condenou um réu a 30 anos e o absolveu no espaço de um ano. &#8220;Será que o tribunal do júri não está precisando de uma reformulação? Embora, teoricamente, seja a mais democrática, esta forma de julgar não poderia comportar situações tão absurdas.&#8221;</p>
<p>Os bastidores e reviravoltas do julgamento dos assassinos da religiosa constituem um dos temas do documentário Mataram Irmã Dorothy, que estreia em circuito comercial dia 17, em cinemas de São Paulo, Rio, Brasília e Belém.</p>
<p>CORREIO BRAZILIENSE – BRASIL</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Absolvição de Bida anulada</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>Justiça do Pará entendeu que defesa do agricultor, acusado como um dos mandantes da morte da missonária Dorothy Stang, utilizou uma prova ilegal. Júri que condenou pistoleiro também foi invalidado</p>
<p>O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado pelo promotor público de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang, será julgado pela terceira vez. O Tribunal de Justiça do Pará anulou ontem o segundo julgamento — realizado no ano passado e que absolveu o pecuarista. A freira foi executada por dois pistoleiros em fevereiro de 2005, na área rural de Anapu, no sudeste do Pará. Os desembargadores do tribunal também determinaram a prisão imediata de Bida, que deverá retornar à penitenciária estadual em Americana, no interior do estado.</p>
<p>Na mesma sessão, o tribunal também anulou o júri que condenou a 27 anos de prisão o pistoleiro Rayfran das Neves, o Fogoió, autor dos seis disparos que mataram a religiosa. Os desembargadores concluíram que os jurados não levaram em consideração o agravante de que Rayfran teria executado a missionária com a promessa de recompensa financeira feita por Bida. Na ocasião, os promotores não conseguiram provar essa tese. Com a anulação do julgamento do principal pistoleiro da morte da missionária, a expectativa da promotoria é de que a pena dele seja aumentada. Os advogados de defesa de Bida e Rayfran informaram que vão recorrer da decisão de ontem ao Superior Tribunal de Justiça(STJ) com um pedido de habeas corpus.</p>
<p>No caso de Bida, os três desembargadores da turma que decidiu anular o julgamento entenderam que a defesa do pecuarista utilizou uma prova ilegal ao exibir um vídeo com um depoimento de um cúmplice que o inocenta. Além disso, a prova foi incluída nos autos sem o conhecimento do juiz e do Ministério Público. Os outros envolvidos no caso, Clodoaldo Carlos Batista, que estava com Rayfran quando o pistoleiro executou a missionária, e Amair Feijoli, conhecido como Tato e responsável pela contratação dos pistoleiros, continuam presos cumprindo penas de 18 anos.</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Grilagem</span></strong><span style="color:#000080;"><br />
O quinto envolvido na morte da missionária, o fazendeiro Regivaldo Galvão, o Taradão, deve ter seu primeiro julgamento como mandante da execução da freira marcado para fim de junho, segundo expectativa do promotor Edson Cardoso de Souza. Conhecido como Taradão, o pecuarista chegou a ficar um ano preso em Belém, mas foi libertado por um habeas corpus. Solto, no início deste ano voltou a tentar reaver o lote 55 onde a missionária tentava implantar o Projeto de Desenvolvimento Social (PDS), um modelo coletivista de reforma agrária.</p>
<p>Regivaldo terminou preso pela Polícia Federal depois de ser denunciado pelo Ministério Público por tentativa de grilagem de terra pública e falsificação de documentos. O pecuarista chegou a participar de uma reunião na superintendência de Altamira do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), quando informou que estava novamente interessado em ocupar novamente o lote 55 em troca de um acordo de convivência com os posseiros do PDS. Regivaldo responde aos dois processos — um na Justiça estadual e outro na federal — em liberdade.</p>
<p>O GLOBO – PAÍS</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Justiça anula julgamentos do caso Dorothy Stang</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p></span><strong><em><span style="color:#000080;">Vitalmiro Moura, que havia sido inocentado da acusação de mandar matar missionária, voltará ao banco dos réus</span></em></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>O Tribunal de Justiça do Pará anulou ontem o julgamento que absolveu, em maio do ano passado, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, executada a tiros em fevereiro de 2005. Na mesma sessão, os desembargadores anularam o julgamento de Rayfran das Neves Sales, pistoleiro condenado pela morte da freira &#8211; sob a alegação de que o júri não levou em consideração o agravante de promessa do pagamento pelo crime. O órgão também votou pela prisão preventiva de Bida, expedida ainda ontem. Ainda não há data para o novo julgamento.</p>
<p>Na decisão, a Câmara Criminal Isolada (órgão especial do TJ), aceitou a apelação do Ministério Público estadual segundo a qual a decisão dos jurados foi contrária às provas nos autos. De acordo com o promotor Edson Cardoso, responsável pela apelação, o principal motivo que levou os jurados a cair em contradição foi a exibição de um vídeo, no dia do julgamento. Nesse vídeo, Clodoaldo Batista, o Tato, também acusado de envolvimento no crime, inocenta Bida.</p>
<p>Essa prova foi mantida em sigilo durante todo o processo, ferindo o princípio do contraditório, já que Ministério Público e o próprio juízo não tiveram acesso ao material.</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Recompensa de R$50 mil pelo assassinato</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>A anulação do julgamento de Bida foi proposta pela relatora do processo, desembargadora Vânia Silveira, que reconheceu &#8220;a materialidade e a autoria do crime diante de provas irreputáveis&#8221;. O voto da relatora foi acompanhado pelos desembargadores Milton Nobre, revisor do recurso, e Brígida Gonçalves (o quarto desembargador faltou à sessão). No caso de Rayfran, a anulação foi deferida diante da &#8220;não aceitação da qualificadora de promessa ou paga de recompensa&#8221;.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, o pistoleiro executou a missionária em troca de R$50 mil, prometidos por Bida e pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o &#8220;Taradão&#8221;. Rayfran foi condenado a 27 anos de prisão. Agora, ele poderá ser condenado a uma pena maior.</p>
<p>O Ministério Público espera que os novos julgamentos sejam realizados este ano. O advogado de Bida, Eduardo Imbiriba, disse que vai recorrer da decisão, em Brasília.</p>
<p></span><strong><span style="color:#000080;">Irmão de Dorothy elogia decisão da Justiça</span></strong><span style="color:#000080;"></p>
<p>A decisão da Justiça foi recebida com entusiasmo pelos representantes de entidades que acompanharam o julgamento da apelação, no prédio do TJ. O coordenador do Comitê Dorothy Stang, Dinailson Benassuly, disse que o resultado &#8220;traz de volta a esperança de que a Justiça realmente prevaleça&#8221;. Para ele, o Pará tem a chance de quebrar um estigma que mancha a reputação do estado: não punir mandantes de crimes no campo.</p>
<p>- Além de Bida, também exigimos a punição de Regivaldo, outro responsável pelo crime e que até hoje não sentou no banco dos réus &#8211; afirmou.</p>
<p>As irmãs da Congregação de Notre Dame de Namur, a qual pertencia a Dorothy, comunicaram a decisão aos parentes da missionária nos Estados Unidos. Por telefone, David Stang, irmão de Dorothy, disse que ficou feliz com a decisão.</span></p>
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		<title>Após Raposa, MS é novo foco de tensão entre índios e fazendeiros</title>
		<link>http://defensoresdh.wordpress.com/2009/03/23/apos-raposa-ms-e-novo-foco-de-tensao-entre-indios-e-fazendeiros/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Após Raposa, MS é novo foco de tensão entre índios e fazendeiros
Incomodados com decisão do STF sobre Roraima, produtores decidem adotar tolerância zero com reivindicações
 
Foi preciso paciência. Mas mesmo assim teve dirigente sindical e líder ruralista de Mato Grosso do Sul que ouviu atentamente tudo que foi dito na última fase do julgamento da demarcação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=183&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Após Raposa, MS é novo foco de tensão entre índios e fazendeiros</strong></p>
<p><strong><span style="font-family:'Microsoft Sans Serif';color:black;font-size:small;"><span>Incomodados com decisão do STF sobre Roraima, produtores decidem adotar tolerância zero com reivindicações</span></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family:'Microsoft Sans Serif';color:black;font-size:small;"><span> </span></span></strong></p>
<p><span><span><span><span><span>Foi preciso paciência. Mas mesmo assim teve dirigente sindical e líder ruralista de Mato Grosso do Sul que ouviu atentamente tudo que foi dito na última fase do julgamento da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. Não perderam nada. Acompanharam passo a passo até as sete horas usadas pelo ministro Marco Aurélio Mello para justificar o voto.</p>
<p>Tanto interesse tem uma razão: vencida a etapa da Raposa, Mato Grosso do Sul deve ser o palco da próxima grande disputa no País entre produtores rurais e índios pela posse da terra. E o STF será novamente o desaguadouro do embate judicial.</p>
<p>A tensão cresce a cada dia naquele Estado. Na segunda-feira, dois dias antes de o STF retomar o julgamento, fazendeiros de Dourados se reuniram no parque de exposições rurais da cidade e deliberaram que vão resistir de todas as maneiras às reivindicações indígenas por terras. &#8220;Tolerância zero para as demarcações indígenas e para a infração dos direitos de propriedade do produtor rural&#8221; foi a declaração final do encontro.</p>
<p>A disputa envolve, de um lado, cerca de 40 mil índios guaranis, dos povos nhandeva e caiuá, espalhados pelo sul do Estado, na fronteira com o Paraguai. A maioria vive em áreas pequenas e isoladas umas das outras. Segundo os índios, essas áreas, delimitadas entre os anos de 1920 e 1930, ainda pelo antigo Serviço de Proteção ao Índio, são insuficientes para se manter enquanto grupo e assegurar a sobrevivência das suas famílias e da sua cultura.</p>
<p>Eles contam com o apoio do Ministério Público Federal, que associa a questão territorial à lista de problemas enfrentados pelos índios da região. É uma longa lista, na qual estão incluídos o contínuo aumento dos índices de alcoolismo e de violência nas aldeias, a taxa de mortalidade infantil muito acima da média nacional e, mais recentemente, uma incômoda e crescente sucessão de casos de suicídio entre adolescentes.</p>
<p>O lugar onde os problemas mais agravam é, não por coincidência, a aldeia situada nos arredores de Dourados &#8211; onde se proclamou a &#8220;tolerância zero&#8221;.</p>
<p><strong>PRODUTIVOS</strong></p>
<p>Do outro lado estão os fazendeiros &#8211; sobretudo plantadores de soja e pecuaristas &#8211; que transformaram a região numa das mais produtivas do País, contribuindo para o crescimento do PIB e os sucessivos superávits da balança comercial brasileira registrados nos últimos anos. Estimulados pelos governos estadual e federal, que também cuidaram de lhes garantir os títulos de propriedade das terras, eles expandiram suas lavouras sobretudo a partir de 1970.</p>
<p>Muitos veem as reivindicações indígenas como obstáculo ao progresso e ameaça aos seus direitos e estão em permanente estado de alerta. No ano passado organizaram uma expedição, que se deslocou até Roraima, para hipotecar solidariedade aos produtores de arroz na área da Raposa Serra do Sol.</p>
<p>As reivindicações indígenas e o clima belicoso estão aumentando desde o final dos anos 80. Já resultaram em invasões, ações judiciais, mortes. Algumas ações chegaram ao STF, onde aguardam o veredicto final.</p>
<p>Uma delas envolve a Nhanderu Marangatu, terra indígena com </span></span></span></span></span><span><span><span><span><span>9.317 hectares</span></span></span></span></span><span><span><span><span><span>, no município de Antonio João. Homologada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005, ela não foi efetivada até hoje devido a uma liminar concedida pelo STF aos fazendeiros que teriam terras desapropriadas.</p>
<p><strong>REAÇÃO</strong></p>
<p>A situação se agravou em junho do ano passado, quando a Fundação Nacional do Índio (Funai) publicou portaria criando grupos de trabalho para analisar a possível ampliação das terras indígenas. Houve uma reação em escala nacional.</p>
<p>Para acalmar os ânimos, o presidente da Funai, Márcio Meira, foi a Mato Grosso, onde se reuniu com representantes ruralistas e o governador, André Puccinelli (PMDB). A situação esfriou. Até dias atrás, quando apareceu a segunda portaria, avançando instruções sobre as ações dos grupos de trabalho.</p>
<p>Foi a senha para mais protestos. &#8220;A Funai atropela os acordos feitos com o governador e tenta impor suas regras, sem ouvir os proprietários&#8221;, diz Roseli Maria Ruiz, da coordenação da Recove, organização não-governamental que agrega produtores rurais descontentes com a situação de conflito. Roseli foi uma das lideranças sul-matogrossenses que acompanharam minuto a minuto o julgamento do STF.</p>
<p>Para ela, os ministros sinalizaram avanços, com as restrições que impuseram às formas de demarcação e ocupação das terras indígenas. Mas poderiam ter sido mais afirmativos: &#8220;Em várias questões, como a forma de se definir o tamanho da terra indígena, o STF não foi definitivo, não jogou uma pá de cal sobre o assunto. Isso deixa um leque aberto para vários tipos de interpretação.&#8221;</p>
<p>O marido de Roseli é um dos proprietários que teriam terras transferidas para a União na criação da Nhanderu Marangatu. Ela assegura que aquelas terras estão nas mãos de particulares desde o século 19: &#8220;As ONGs que tentam tutelar os índios fabricam fatos. Fabricam até índios.&#8221;</p>
<p>Para a antropóloga e demógrafa Marta Azevedo, que trabalha no Núcleo de Estudos da População (Nepo), da Unicamp, e realiza pesquisas entre guaranis, a situação indígena no Estado é calamitosa: &#8220;Os governos não resolvem os problemas, deixando-os para o próximo governo. Foi assim que chegamos a esse quadro trágico.&#8221;</p>
<p>A melhor saída, na opinião da especialista, é tentar uma solução negociada, com todas as partes interessadas: &#8220;Vai ser tão difícil quanto por Israel e o Hamas para negociar. Poderá demorar, consumir muitas reuniões, até que as partes comecem a dialogar e negociar. Mas não vejo outro caminho.&#8221;</span></span></span></span></span></p>
<p><span><span><span><span><span> </span></span></span></span></span></p>
<p><strong><strong><span><span><span><span><span>RETRATO INDÍGENA NO BRASIL</span></span></span></span></span></strong></strong><span><span><span><span><span></p>
<p></span></span></span></span></span><span><span><span><span><span>População: 1 milhão de habitantes</p>
<p>Idiomas conhecidos: 180</p>
<p>Território indígena: 13% da terra brasileira</p>
<p>Povos reconhecidos: 225</p>
<p>Onde: 98% das terras indígenas estão na Amazônia Legal</p>
<p>Povos de recente contato: 6</p>
<p>Povos isolados e em estudo: 39</span></span></span></span></span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8216;Agronegócio reage e clima no MS é de violência&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 10:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[índigenas]]></category>
		<category><![CDATA[FUNAI]]></category>

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		<description><![CDATA[

Márcio Meira: presidente da Funai. Antropólogo, que vai hoje defender o Brasil na OEA, afirma que, após resolvida questão da Raposa, caso dos guaranis é prioridade


Roldão Arruda


Atendendo a uma convocação da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil participará, hoje, em Washington, de uma audiência sobre violações dos direitos dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=179&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">
<div id="c">
<p style="text-align:justify;">Márcio Meira: presidente da Funai. Antropólogo, que vai hoje defender o Brasil na OEA, afirma que, após resolvida questão da Raposa, caso dos guaranis é prioridade</p>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">Roldão Arruda</p>
<p class="tmTexto">
</div>
<div id="corpoNoticia" style="text-align:justify;">Atendendo a uma convocação da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil participará, hoje, em Washington, de uma audiência sobre violações dos direitos dos indígenas no País. A audiência foi solicitada à OEA pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos, presidida pelo jurista Hélio Bicudo. O encarregado de defender o País será o antropólogo Márcio Meira, presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai).</p>
<p>Meira, que chegou ontem a Washington, adiantou ao Estado alguns pontos da exposição que fará. Para ele, uma prova de que o Brasil respeita os indígenas é a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a criação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.</p>
<p><strong>Segundo a fundação presidida por Hélio Bicudo, o Brasil desrespeita os direitos constitucionais dos índios. O que o senhor dirá na OEA?</strong></p>
<p>Como representante do Brasil, vou dar explicações. Vou falar sobre os avanços que estão ocorrendo. Vou dizer que a suprema corte do País acaba de acolher a decisão do Estado de garantir o direito dos índios à terra contínua na área da Raposa Serra do Sol, em Roraima. Isso é parte de um esforço contínuo, que dura muitos anos e que já levou à demarcação de 13% do território nacional como terra indígena.</p>
<p><strong>É sabido que o senhor ouvirá acusações de descaso na área de saúde indígena.</strong></p>
<p>Ocorreram avanços importantes nessa área, dos anos 90 para cá, especialmente com a criação dos distritos sanitários especiais indígenas. Mas ainda existem problemas, que levam a uma precariedade no atendimento sanitário. Muitos distritos estão com as atividades paralisadas, surgiram denúncias de malversação do dinheiro público, dirigentes foram presos pela Polícia Federal. No momento estamos discutindo a formação de uma secretaria especial de saúde indígena, vinculada diretamente ao ministro da Saúde. Um dos objetivos da mudança é garantir maior autonomia dos distritos sanitários.</p>
<p><strong>O senhor também ouvirá acusações relacionadas à situação dos guaranis, no Mato Grosso do Sul.</strong></p>
<p>Depois de resolvida a questão da Raposa Serra do Sol, a maior pendência fundiária agora é a dos guaranis caiuás, no Mato Grosso do Sul. No ano passado, a Funai assinou com o Ministério Público Federal um termo de ajustamento de conduta, com o intuito de realizar os levantamentos e estudos para identificação das terras guaranis. Mas não conseguimos avançar, porque, assim que começaram seus trabalhos, as equipes de técnicos passaram a sofrer ameaças da parte dos fazendeiros. Uma antropóloga chegou a ser sequestrada e só foi libertada com a intervenção da polícia. Há uma reação muito forte do agronegócio e o clima é de violência. A administradora regional da Funai em Dourados vem sofrendo permanentes ameaças.</p>
<p><strong>O que deve acontecer agora?</strong></p>
<p>As equipes vão voltar a campo, agora com a participação de técnicos do governo estadual. Queremos uma maior participação do governo do Estado. No STF, o ministro Carlos Ayres Britto disse que os índios foram escorraçados de seu território tradicional, o que é verdade. Precisamos tomar atitudes que garantam os direitos e a sobrevivência dos guaranis, sem impedir o desenvolvimento do agronegócio. Para isso são necessários estudos e levantamentos, com o pé no chão.</p>
<p><strong>O que vai acontecer agora na Raposa Serra do Sol?</strong></p>
<p>Participei há pouco de uma assembleia dos líderes indígenas daquela área. Eles apontaram que o grande desafio agora é a gestão territorial. O governo quer implantar ali um novo território da cidadania, que englobaria também a vizinha Terra Indígena São Marcos. Na prática isso significa que todas as políticas públicas terão prioridade na área, além de contarem com um reforço no orçamento.</p>
<p><strong>Isso afeta a autonomia dos municípios? Pode reforçar a independência da área indígena?</strong></p>
<p>Isso é ficção. As terras indígenas não são demarcadas no espaço, mas sim em territórios onde existem municípios e Estados, que continuam exercendo sua jurisdição na área, desenvolvendo suas políticas. O município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, continua existindo, embora quase 90% de seu território seja formado por terras indígenas e áreas do Exército.</p></div>
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	</item>
		<item>
		<title>Assentamentos do Incra lideram desmatamento</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 10:50:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[IBAMA]]></category>
		<category><![CDATA[INCRA]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>

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		<description><![CDATA[23/03/2009 
 Incra tem culpa maior em desmatamentos 
Auditoria pedida por Lula comprova que derrubada de florestas é maior em áreas de assentamentos no MT 
Catarina Alencastro (O Globo)

 BRASÍLIA. 
Exigida por Lula- depois que o Incra rejeitou o título de maior desmatador da Amazônia num primeiro estudo, em 2008 – auditoria feita pelo Ibama [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=177&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">23/03/2009 </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"> Incra tem culpa maior em desmatamentos </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Auditoria pedida por Lula comprova que derrubada de florestas é maior em áreas de assentamentos no MT </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Catarina Alencastro (O Globo)<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"> BRASÍLIA. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Exigida por Lula- depois que o Incra rejeitou o título de maior desmatador da Amazônia num primeiro estudo, em 2008 – auditoria feita pelo Ibama comprovou que é mesmo nos assentamentos do órgão que cuida da reforma agrária que ocorrem as maiores derrubadas de florestas. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O estudo revela que em Mato Grosso a destruição de florestas nativas em assentamentos é, na realidade, 18% maior do que o calculado antes. Em resposta, o Incra voltou a desqualificar o trabalho do Ibama, acusando-o de superficial. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Em setembro último, quando o Ministério do Meio Ambiente divulgou a lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia, caiu como uma bomba a inclusão de seis assentamentos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Para acalmar ânimos acirrados, o presidente Lula pediu auditoria para checar se os dados estavam corretos, já que o Incra alegava existirem &#8220;erros crassos&#8221; no documento. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O GLOBO teve acesso ao resultado da auditoria, que revela ser a situação ambiental dos assentamentos do Incra no Mato Grosso ainda mais grave: o desmatamento total nos assentamentos listados é 18% maior que o que apareceu nas autuações originais. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O Incra foi multado pelo desmatamento de 292.070 hectares em oito assentamentos. Mas o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), com imagens do satélite Prodes, descobriu que o desmatamento foi de 330.290 hectares da Floresta Amazônica, 57.890 hectares a mais que o calculado antes. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><strong>Acordo para recuperar áreas </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">As multas impostas ao Incra chegaram a R$265,5 milhões. Segundo o Ibama, os assentamentos desmataram sem autorização de órgão ambiental, impediram a regeneração de floresta primária e não tinham licença ambiental. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, diz que foi feito acordo para que, no lugar de pagar em dinheiro, o Incra recupere áreas degradadas nos assentamentos e doe áreas destinadas à reforma agrária para unidades de conservação.  &#8211; A ideia é fazer, começando por esses assentamentos do Mato Grosso, planos de recuperação e doação de terras a unidades de conservação. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">É a primeira vez que implementamos a conversão de multa nessas duas áreas &#8211; disse Minc.  A auditoria diz que os 330.290 hectares desmatados representam 59% do total dos sete assentamentos autuados. Oito assentamentos do Incra constavam da lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">No entanto, o Lenita Noman, no município de Nova Bandeirantes (MT), ficou fora do levantamento do Ibama porque havia divergências sobre a exata localização e delimitação de sua área. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O Itanhangá-Tapurah, que aparecia na 43ª posição, saltou para o primeiro lugar após a auditoria porque a lista original tinha um erro: os 2.820 hectares desmatados eram, na verdade, o passivo ambiental herdado pelo Incra e que este deixou de recuperar, incorrendo aí em crime ambiental. Na realidade, o assentamento foi autuado em 2006 pelo desmatamento de 68.744 hectares. Técnicos do Ibama descobriram, via satélite, que o desmatamento foi ainda maior: 76.616 hectares, 72% da área do assentamento. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;"><strong>Desflorestamento cresceu a partir de 2002 </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O laudo também derruba um dos principais argumentos do presidente do Incra, Rolf Hackbart, à época, de que os desmatamentos eram antigos. Apesar de os assentamentos terem sido criados na década de 90, o Ibama concluiu que 59% dos desmatamentos aconteceram depois de 2002. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">O Boa Esperança I, II e III, por exemplo, teve 80% de seus 15.620 hectares desmatados entre 2002 e 2007.  &#8220;Através da análise da dinâmica do desmatamento ocorrido no interior dos assentamentos, foi observado que a supressão da vegetação nativa ocorreu após o ano de 2002 (59%). A dinâmica também indicou, para a soma total das áreas de assentamento, tendência no crescimento do desmatamento nos anos de 2002 e 2005, ocorrendo diminuição consecutiva nos anos 2006 e 2007&#8243;, diz o texto. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">A redução no ritmo do desmatamento nesses últimos anos deve-se ao esgotamento dos recursos florestais, sugere o Ibama.    O documento é claro em dizer que o Incra é responsável pelos crimes ambientais cometidos nos assentamentos, já que os assentados estão sob tutela do órgão até receberem os títulos das terras. Segundo o órgão ambiental, o Incra falhou em não comunicar os danos ao meio ambiente. O levantamento também identificou outros crimes, como desmatamento e ocupação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).</span></p>
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		<title>AMB informa a Tarso que apóia ação da OAB Nacional contra torturadores</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 15:10:10 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[anistia]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[SEDH]]></category>

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		<description><![CDATA[




Brasília, 18/03/09 &#8211; A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entregou hoje (18) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, ofício defendendo a punição dos agentes do Estado que torturaram durante a ditadura (1964-1985). Para o presidente da AMB, Mozart Pires, a legislação não pode dar cobertura a quem cometeu o crime. Não pode ser um guarda-chuva [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=175&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2>
<table border="0" cellspacing="10">
<tbody>
<tr>
<td class="textoNot" colspan="2">
<p style="text-align:justify;"><span><span style="color:#003366;">Brasília, 18/03/09 &#8211; A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entregou hoje (18) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, ofício defendendo a punição dos agentes do Estado que torturaram durante a ditadura (1964-1985). Para o presidente da AMB, Mozart Pires, a legislação não pode dar cobertura a quem cometeu o crime. Não pode ser um guarda-chuva aos torturadores. Temos o mesmo entendimento do ministro Tarso. Segundo Mozart Pires, também está sob análise se AMB entra, ou não, no Supremo como co-autora da ação da OAB.</span></span><span style="color:#003366;"><br />
</span></p>
<div id="notT" style="text-align:justify;">
<div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">O apoio a uma adequada interpretação da Lei de Anistia foi aprovado no início do mês pela Associação, na última reunião do Conselho de Representantes. A definição sobre o alcance da norma está a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade pede que a tortura seja considerada crime comum e não político, portanto não passível de anistia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Íntegra do documento entregue ao ministro Tarso Genro:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Excelentíssimo Senhor ministro,</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">O Conselho de Representantes da AMB, na reunião do dia 04/03/2009, aprovou posição de apoio à proposta de reinterpretação da Lei de Anistia ( Lei 6.683/79).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Entendemos que a legislação brasileira que regulou a anistia deve ser harmonizada com a Constituição Federal vigente e a normativa internacional dos Direitos Humanos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Na presente quadra histórica da nossa já consolidada democracia, não concebemos adequada uma leitura da Lei de Anistia que abrigue excludentes de responsabilidade dos agentes que praticaram crimes contra humanidade no período da ditadura militar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Nossa convicção é coerente com precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos que não admitem qualquer legislação que impeça a apuração de violações de direitos humanos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">Não é desejável à qualquer nação que sua história seja ficcional e construída pelo esquecimento. Enquanto persistir a ocultação dos fatos ocorridos durante a ditadura militar o direito à informação de cada cidadão e cada cidadã do nosso país estará sendo violado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">A AMB, diante dos valores aqui externados, manifesta apoio ao movimento desencadeado por V. Exa e o ministro Paulo Vannuchi, que propõe uma reinterpretação da Lei da Anistia brasileira.</span></p>
<div><span style="color:#003366;"><br />
</span></div>
</div>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h2>
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		<title>Vannuchi teme derrota se PEC contra trabalho escravo for votada sem discussão ampla</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 14:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[SEDH]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA[O ministro da Secretaria Especial de Direito Humanos, Paulo Vannuchi, disse hoje (18) ter “medo” de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438, de 2001, seja votada pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas, porque “tem chance de ser derrotada”. A PEC prevê o confisco de propriedades que utilizem mão-de-obra escrava.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3 style="text-align:justify;">O ministro da Secretaria Especial de Direito Humanos, Paulo Vannuchi, disse hoje (18) ter “medo” de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438, de 2001, seja votada pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas, porque “tem chance de ser derrotada”. A PEC prevê o confisco de propriedades que utilizem mão-de-obra escrava.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">Vannuchi reconheceu que, se a proposta for votada sem que o tema esteja em discussão pela sociedade e pelos meios de comunicação, não será aprovada. “Porque o Legislativo sempre decide à luz da compreensão que a sociedade brasileira tem sobre temas”, explicou.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">No entanto, o ministro defende que a votação do projeto ocorra ainda este ano. A PEC 438 voltou à pauta de votações do plenário ontem (17).  Na avaliação do ministro, a aprovação da proposta acabaria com o trabalho escravo em larga escala e deixaria a infração restrita a casos pontuais. “A partir daí [da aprovação da PEC] só uma meia dúzia de meliantes se arriscaram a perder a terra”, disse.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">O procurador do Trabalho Gláucio Araújo apontou o boicote como uma outra ação de grande eficiência contra empresas e produtores rurais que utilizam mão-de-obra escrava. “Acho que essa iniciativa de buscar a cadeia produtiva inibe de forma robusta as relações comerciais, que existem entre o produtor rural com o comercio varejista e o fornecedor”, afirmou.  Segundo Araújo, somente a fiscalização não é capaz de inibir as práticas de trabalho degradante e escravo, devido à grande extensão territorial do país. “Nós necessitamos de parceiros que adotem medidas em outros extremos para dificultar essa concorrência desleal”, disse o procurador.</h3>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;">O ministro Paulo Vannuchi e o procurador Araújo participaram hoje de um seminário que discutiu os avanços do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, realizado no auditório da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As 180 empresas, que fazem parte do pacto, assumiram o compromisso de cortar relações comerciais com fazendas e empresas envolvidas em casos de trabalho escravo e de promover o trabalho descente.</span></h3>
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		<title>CNJ: varas para conflitos agrários não têm estrutura</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CNJ]]></category>

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		<description><![CDATA[O GLOBO – PAÍS
Problema é identificado no Pará; para conselho,
juízes são despreparados
Uma inspeção feita pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que nenhuma das cinco varas judiciais especializadas em conflitos agrários no Pará tem estrutura suficiente ou magistrados especializados para lidar com os problemas. Além disso, as varas estão distantes das áreas onde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=169&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><span style="font-family:Microsoft Sans Serif;color:black;font-size:xx-small;"><span style="font-size:9pt;font-family:&quot;color:black;font-weight:bold;">O GLOBO – PAÍS</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><strong><span style="font-family:Microsoft Sans Serif;font-size:small;"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;font-weight:bold;">Problema é identificado no Pará; para conselho,<br />
juízes são despreparados</span></span></strong><span style="font-family:Microsoft Sans Serif;"></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">Uma inspeção feita pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que nenhuma das cinco varas judiciais especializadas em conflitos agrários no Pará tem estrutura suficiente ou magistrados especializados para lidar com os problemas. Além disso, as varas estão distantes das áreas onde as disputas são mais violentas e, por isso, muitos conflitos acabam ficando sem solução judicial. O relatório recomenda a reestruturação do sistema e o atendimento a áreas problemáticas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">&#8220;Embora o tema seja complexo, parece claro que a situação atual não é satisfatória, devendo o Tribunal de Justiça realizar estudo no sentido do aprimoramento dos serviços&#8221;, diz o documento, que leva a assinatura do corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">O relatório aponta diversos problemas, entre eles a falta de preparação dos juízes. &#8220;Exige-se dos magistrados a frequência a um curso de Direito Agrário, mas não há magistrados com tal titulação interessados em trabalhar em tais varas, e o tribunal não realiza de forma periódica o curso exigido para que um magistrado possa concorrer à vara&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">Altamira e Marabá estão entre os municípios com maior número de problemas, de acordo com o conselho. </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/defensoresdh.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/defensoresdh.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/defensoresdh.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/defensoresdh.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/defensoresdh.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/defensoresdh.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/defensoresdh.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/defensoresdh.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/defensoresdh.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/defensoresdh.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=169&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://defensoresdh.wordpress.com/2009/03/16/167/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>defensoresdh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[MDA]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[






14/03/2009










Amazônia para dar e vender
 
O governo planeja doar ou leiloar terras equivalentes à Alemanha e à Itália juntas. Se der certo, isso poderá acabar com a bagunça fundiária que emperra o desenvolvimento da região
Ricardo Amaral


OS SEM-PAPÉIS
Trabalhadores rurais na Amazônia. O governo quer priorizar os pequenos agricultores com posse irregular da terra

Entre as lendas e os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=167&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" height="18" valign="middle"><img src="http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Interface/Imagens/Corpo/Pixel.jpg" alt="" width="100%" height="2" /></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td width="519" height="18"><a href="http://revistaepoca.globo.com/" target="_self"><img src="http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/midia/imagens/Epoca-0x.gif" border="0" alt="" /></a></td>
<td width="100">14/03/2009</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" height="18" valign="middle"><img src="http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Interface/Imagens/Corpo/Pixel.jpg" alt="" width="100%" height="2" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="6" width="95%">
<tbody>
<tr>
<td>
<p class="titulo"><strong>Amazônia para dar e vender</strong></p>
<p align="justify"> </p>
<div class="materiaSubtitulo">O governo planeja doar ou leiloar terras equivalentes à Alemanha e à Itália juntas. Se der certo, isso poderá acabar com a bagunça fundiária que emperra o desenvolvimento da região</div>
<div class="materiaCredito">Ricardo Amaral</div>
<div id="materiaContainer">
<div class="fotoMateria box315"><img class="foto" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,19204960,00.jpg" alt="Rickey Rogers" width="315" height="500" /></p>
<div class="descricao"><strong>OS SEM-PAPÉIS<br />
</strong>Trabalhadores rurais na Amazônia. O governo quer priorizar os pequenos agricultores com posse irregular da terra</div>
</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Entre as lendas e os mistérios que sempre existiram em torno da Amazônia, há um mito que a realidade teima em confirmar: todos os projetos de ocupação racional da maior área verde do planeta começam com entusiasmo e acabam em fracasso. A floresta imensa tragou sem piedade, nos anos 1970, a estrada megalomaníaca por meio da qual os governos militares quiseram levar “homens sem terra para uma terra sem homens”. Nos anos seguintes, incursões desorganizadas de madeireiros, garimpeiros, agropecuaristas e até colonos da reforma agrária produziram mais mal que bem ao meio ambiente e às populações originais da região.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Esses antecedentes justificam os temores em torno do ambicioso programa de distribuição e regularização de terras da Amazônia que o governo federal acaba de lançar. Bem conduzido, o programa Terra Legal, como foi batizado, poderá legalizar a situação de quase 300 mil famílias de pequenos produtores, estimular a economia não predatória e funcionar como instrumento poderoso de recuperação e preservação da floresta. (Sobre outra iniciativa pela Amazônia, leia a </span><a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI64000-15227,00.html"><span style="color:#008000;">entrevista com o príncipe Charles</span></a><span style="color:#008000;">) Mas, se ocorrer o que temem os críticos do projeto, ele poderá se transformar num fracasso estrondoso e confirmar a maldição da floresta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Uma das consequências mais graves, porém pouco visível, de décadas de ocupação desordenada da Amazônia é a bagunça fundiária. Calcula-se que menos de 4% das terras rurais em mãos de particulares estejam regularmente registradas e livres de demandas judiciais. O restante – mais de 96% das terras – encontra-se na ilegalidade. Mesmo longe da Amazônia, ouve-se falar muito de casos de grilagem de terras – títulos de propriedade forjados com papéis falsos, como foi o caso do proprietário “fantasma” Carlos Medeiros, que tinha o registro de 12 milhões de hectares no Pará, uma área do tamanho de Cuba.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Quase não se percebe, longe da Amazônia, que cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem e tiram seu sustento de terras abandonadas pela União. Pelo tempo de uso, a maioria poderia reivindicar a posse da terra na Justiça, se houvesse Justiça nos confins da floresta. O objetivo do Terra Legal é regularizar essas posses, num prazo de três anos, ao custo de R$ 300 milhões. As posses menores, de até 100 hectares, serão doadas aos ocupantes. As médias, até 400 hectares, serão vendidas com desconto e financiadas em até 20 anos. Acima disso, será cobrado o valor de mercado, até 1.500 hectares. O restante, até o limite de 2.500 hectares, vai a leilão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">“Não se pode fazer nenhum plano sério, nenhum projeto para o futuro da Amazônia, sem definir primeiro a questão da propriedade da terra, quem é dono de quê”, diz o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Foi dele a iniciativa de levantar a situação fundiária, discutir o problema com os governadores dos nove Estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e coordenar a elaboração do programa. Mangabeira queria criar uma agência federal exclusivamente para isso, devido à histórica incapacidade do Incra para lidar com o problema. O presidente Lula optou por deixar a execução com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que criou uma nova diretoria para o Terra Legal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Como tudo o que diz respeito à Amazônia, o Terra Legal envolve números gigantescos. O programa se assenta sobre milhares de glebas de terras que pertencem indiscutivelmente à União e são ocupadas de forma irregular por pequenos posseiros, pescadores, extrativistas e, é claro, por prepostos de grileiros, especuladores e madeireiros que atuam ilegalmente. Somadas, as terras da União disponíveis para o programa cobrem uma área de 67,4 milhões de hectares. É pouco mais de 13% da Amazônia Legal, mas é uma superfície maior que todo o território da Ucrânia, o maior país da Europa, ou o equivalente à soma dos territórios da Alemanha e da Itália. As terras disponíveis para o programa excluem, obviamente, as áreas de conservação de florestas (127 milhões de hectares), as terras indígenas (120 milhões de hectares) e os 7 milhões de hectares de interesse das Forças Armadas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">No começo de fevereiro, o governo editou uma medida provisória fazendo mudanças na legislação, para tornar o projeto viável. “As exigências legais para a regularização de uma posse não eram compatíveis com a realidade da Amazônia”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. “Teríamos de mobilizar 1.500 funcionários por 40 anos para cumprir essa tarefa.” Pelo novo ritual, uma pequena posse seria legalizada em 45 dias. A primeira mudança permitirá que o governo faça a doação das terras ocupadas por posseiros que tenham até 100 hectares de extensão e a cobrança de valores simbólicos para posses até 400 hectares. Outra mudança reduzirá as exigências, como a vistoria prévia da área a ser legalizada. Um terceiro ponto da medida provisória regulamenta o leilão das áreas entre 1.500 e 2.500 hectares. Acima desse limite, as terras que forem localizadas voltarão ao patrimônio da União e só poderão ser vendidas em leilões públicos, com autorização do Congresso Nacional.</span></p>
<div class="bannerMateria" style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">“A bagunça fundiária espanta o capital limpo”, <br />
diz a Associação dos Exportadores de Madeira do Pará</span></div>
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<p><span style="color:#008000;"> </span></p>
<p><span style="color:#008000;">O projeto exige que os novos donos da terra cumpram a legislação ambiental e trabalhista e recuperem a área de floresta degradada, em um prazo de dez anos. Antes desse prazo, as posses legalizadas não poderão ser vendidas. “Essa é uma forma de preservar o meio ambiente e desestimular as fraudes”, diz o ministro Cassel. Para ter direito à regularização, o posseiro terá de demonstrar que ocupa e explora a terra, “de forma mansa e pacífica”, pelo menos desde dezembro de 2004. O candidato não poderá ter outra posse em terras da União, mesmo que seja em projetos de reforma agrária. O pagamento da terra, quando for necessário (cerca de um terço dos casos, segundo o MDA), será financiado em até 20 anos. As áreas serão demarcadas depois de um trabalho de georreferenciamento. Para isso, o MDA vai contratar empresas especializadas. A primeira licitação deverá ocorrer em abril.</span></p>
<p><span style="color:#008000;">A medida provisória dividiu o Congresso em dois grupos historicamente rivais – os ruralistas, ou desenvolvimentistas, e os ambientalistas, ou preservacionistas. O relator da medida provisória, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) pode ser classificado no primeiro grupo. Ele vai apresentar seu relatório na próxima semana, com modificações importantes: a doação de terras seria estendida até o limite de 400 hectares, empresas poderiam ser beneficiadas pelo projeto (não só pessoas físicas) e os imóveis poderiam ser revendidos sem a carência de dez anos. “O projeto precisa se adequar à realidade do campo, a uma situação já existente”, diz o deputado. “Pessoas que ficaram décadas produzindo, diretamente ou por meio de empregados, não podem ser punidas agora por esse tipo de exigência.”</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Do outro lado do Congresso, a senadora Marina Silva (PT-AC) apresentou oito emendas que tornam mais rigorosa a medida provisória das terras da Amazônia. As emendas da senadora, ex-ministra do Meio Ambiente, exigem uma vistoria prévia das áreas, para identificar os problemas ambientais, e a elaboração de um plano de recuperação que deve ser fiscalizado anualmente, até a entrega do título definitivo. Marina também quer limitar a regularização a 400 hectares e criar um conselho externo para acompanhar o programa. “Há detalhes na medida provisória que, se não forem corrigidos, podem desconstruir todo o arcabouço de segurança ambiental que a inspira”, diz. Por ser polêmica, a matéria deve tramitar um bom tempo no Congresso. O governo ainda não se definiu também sobre o nome para conduzir o Terra Legal. O ministro Cassel tenta apontar o ex-diretor do Incra Carlos Mario Guedes, mas enfrenta os senadores do PT da Amazônia. Eles querem o lugar para o ex-colega Sibá Machado (PT-AC), suplente de Marina.</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Fora do Congresso, especialistas, empresários e posseiros também olham o projeto com expectativa. Paulo Caralo, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), teme que as regularizações acima de 400 hectares beneficiem os grileiros. “O projeto deveria se concentrar no pequeno agricultor”, disse Caralo, na cerimônia de lançamento da MP, em fevereiro. Mas a iniciativa de organizar a situação fundiária da Amazônia recebeu elogios de onde normalmente partem críticas às políticas do governo para a região. “A medida tem o mérito de atacar um problema fundamental, que impede qualquer investimento ou tentativa de dar um uso sustentável para as terras”, diz Márcio Astrini, coordenador da campanha contra o desmatamento do Greenpeace, uma das maiores ONGs em ação na Amazônia. Ele diz que torce pelo sucesso da empreitada, mas ressalva que o processo ainda pode favorecer quem agiu fora da lei. “A proposta dá o mesmo tipo de benefício para o pequeno agricultor, que pratica subsistência, e para os especuladores que grilam terra pública para revender, muitas vezes com auxílio de pistoleiros.” Paulo Barreto, diretor do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), é um dos maiores críticos do projeto. “Ao prever a doação de terras, o governo comete dois erros”, diz. “Está premiando quem invadiu e desmatou, além de estimular novas ocupações pelo exemplo.” Para Barreto, o correto seria cobrar pela terra e pelos prejuízos já causados ao meio ambiente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Como qualquer grande empreendimento, o Terra Legal será julgado pelos resultados – e estes vão depender muito mais da maneira como ele será conduzido que do espírito da lei. “A bagunça fundiária espanta o capital limpo, atrai violência e prejudica a população mais pobre; ela só é boa para quem se beneficia do caos”, diz Justiniano de Queiroz Neto, dirigente da Associação dos Exportadores de Madeira do Pará. “As boas intenções do programa são claras, mas é preciso que sua condução também seja clara, objetiva e eficaz.” O Ministério do Desenvolvimento Agrário tem três anos para demonstrar que os temores em torno do programa são apenas mais um dos mitos em torno da Amazônia.</span></p>
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		<title>Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 15:34:41 +0000</pubDate>
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GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
 
Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=defensoresdh.wordpress.com&blog=4860221&post=165&subd=defensoresdh&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h5>Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda  Adão Paiani, filiado ao PSDB, diz que &#8220;um assessor muito próximo da governadora&#8221; aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral</h5>
<h5>GRACILIANO ROCHA</h5>
<h5>DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE</h5>
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<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;">Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o advogado Adão Paiani entregou à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) um dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas, segundo ele, por um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo gaúcho e abriu mais uma crise em que assessores diretos da governadora Yeda Crusius (PSDB) aparecem sob suspeita. Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que &#8220;um assessor muito próximo da governadora&#8221; aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral. O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro. A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados entre Lied e seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos. Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou. &#8220;Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino&#8221;, disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados. Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa onde ficam armazenadas escutas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial. Paiani afirmou ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor de Yeda. Paiani disse que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança, Edson Gularte: ele foi exonerado na última terça. &#8220;São arapongas agindo dentro da máquina. [A demissão] talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso&#8221;, disse. Oficialmente, a demissão foi atribuída à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública. &#8220;Se os senhores perguntarem em off para qualquer servidor da Brigada Militar ou da Polícia Civil se esse tipo de coisa [escuta ilegal] acontece, eles vão dizer que sim. A questão é que as pessoas têm medo ou não têm prova. Eu não estou em nenhuma das duas circunstâncias&#8221;, afirmou. Paiani disse que sempre teve &#8220;relação de lealdade&#8221; com o governo: &#8220;Pretendia encaminhar [o dossiê] ao governo enquanto ouvidor, mas hoje não tenho mais esse compromisso&#8221;, disse.</span></p>
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